Cultura e turismo consolidam força econômica superior a R$ 94 bilhões em Minas no primeiro semestre de 2026

Minas Gerais fecha o primeiro semestre de 2026 com cultura e turismo consolidados como uma das principais forças econômicas do Estado. Considerando o PIB mineiro acumulado em 12 meses, estimado em R$ 1,167 trilhão pela Fundação João Pinheiro, a participação do turismo, que responde por quase 7% da economia estadual, e o impacto econômico da cultura e da economia criativa, os dois setores representam uma força econômica superior a R$ 94 bilhões, equivalente a cerca de 8% da economia mineira.

O resultado reforça a estratégia do Governo de Minas de tratar cultura, patrimônio, turismo, gastronomia, natureza, fé, eventos, festas tradicionais e experiências territoriais como uma cadeia integrada de desenvolvimento. Mais do que setores complementares, cultura e turismo movimentam hotéis, bares, restaurantes, transportes, comércio, produção cultural, economia criativa, audiovisual, artesanato, museus, centros culturais, equipamentos culturais, cidades históricas, rotas turísticas e comunidades em todas as regiões do Estado.

O impacto também aparece na geração de trabalho e renda. Juntas, as duas áreas somam mais de 809 mil empregos formais em Minas Gerais, sendo 375.951 vínculos na cultura e 433.858 no turismo. O dado confirma a transversalidade entre os setores e sua capacidade de dinamizar economias locais, ampliar oportunidades e fortalecer o desenvolvimento regional.

No turismo, Minas mantém trajetória de protagonismo nacional. O setor responde por quase 7% do PIB estadual e, em 2024, o Estado recebeu mais de 32 milhões de turistas. Aplicado ao PIB acumulado em 12 meses, esse percentual representa uma movimentação estimada em aproximadamente R$ 81,7 bilhões. Na cultura, o impacto econômico da economia criativa alcançou R$ 12,7 bilhões em 2024, impulsionado por investimentos em fomento, patrimônio, equipamentos culturais, culturas populares, Afromineiridades, formação, festivais, museus, bibliotecas e ações descentralizadas.

“Minas entendeu que identidade também é economia. Cultura e turismo não são áreas acessórias: são desenvolvimento, emprego, renda, pertencimento e futuro. Cada festa popular, cada museu, cada cozinha, cada igreja, cada paisagem, cada rota e cada manifestação cultural movimenta uma cadeia produtiva viva, que vai do artista ao hoteleiro, da cozinheira ao guia, do mestre da cultura popular ao empreendedor”, acrescenta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Programas
Em 2026, o Governo do Estado apresentou o Minas Essencial, programa que organiza essa integração como política pública de desenvolvimento, conectando patrimônio, promoção turística, economia criativa, gastronomia, religiosidade, natureza e experiências regionais.

Entre as frentes em curso estão o Minas para Minas, o Minas Santa, o Minas Hospeda, a valorização das rotas turísticas, a promoção da cozinha mineira, o fortalecimento do Circuito Liberdade, o apoio aos municípios e a ampliação dos mecanismos de fomento. A diretriz é descentralizar oportunidades e fazer com que os benefícios econômicos da cultura e do turismo cheguem aos 853 municípios mineiros.

Fonte: Secult-MG